Osteoartrite x osteoporose: entenda as diferenças e saiba quando se preocupar

Por Isabela Diniz

É comum confundir osteoartrite (artrose) com osteoporose. Apesar dos nomes parecidos e de ambas serem mais frequentes com o avanço da idade, elas são condições diferentes — e reconhecer isso ajuda a entender melhor os sinais do corpo e quando buscar avaliação.

A osteoartrite é uma doença das articulações. Com o tempo, ocorre desgaste da cartilagem que recobre as superfícies articulares, especialmente em regiões como joelhos, quadris, mãos e coluna. De acordo com a Sociedade Brasileira de
Reumatologia, trata-se da forma mais comum de doença articular, associada tanto ao envelhecimento quanto a fatores como sobrecarga mecânica e histórico familiar.

O principal sinal da osteoartrite é a dor articular que aparece ou piora com o movimento — por exemplo, ao caminhar, subir escadas ou realizar atividades repetitivas. Pode haver também rigidez ao acordar (geralmente rápida), sensação de “areia” na articulação e, em fases mais avançadas, limitação dos movimentos.

Já a osteoporose é uma condição que afeta os ossos, tornando-os mais frágeis e suscetíveis a fraturas. Diferentemente da artrose, ela costuma não causar sintomas no dia a dia. Muitas vezes, o primeiro sinal é uma fratura após um trauma leve, como uma queda da própria altura. As regiões mais atingidas são coluna, quadril e punho.

O diagnóstico da osteoporose é feito principalmente por meio da densitometria óssea, exame que avalia a densidade dos ossos. Entre os fatores de risco estão menopausa, envelhecimento, sedentarismo, baixa ingestão de cálcio, tabagismo e uso prolongado de alguns medicamentos.

Resumindo de forma prática:
• Osteoartrite (artrose): problema na articulação → causa dor ao movimentar.
• Osteoporose: problema no osso → aumenta o risco de fraturas, geralmente sem dor prévia.

No dia a dia, alguns cuidados ajudam tanto na prevenção quanto no controle dessas condições. Manter-se fisicamente ativo, com exercícios orientados, contribui para a saúde das articulações e dos ossos. Uma alimentação equilibrada, com adequada ingestão de cálcio e vitamina D, também é importante. Além disso, evitar o sedentarismo e o tabagismo faz diferença ao longo do tempo.

Caso haja dor articular persistente, limitação de movimento ou histórico de fraturas com traumas leves, a avaliação em saúde é indicada para investigação adequada.

O acompanhamento permite identificar precocemente alterações e orientar condutas específicas para cada situação, com foco na manutenção da funcionalidade e na prevenção de complicações.

Fonte: Sociedade Brasileira de Reumatologia; Ministério da Saúde.

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