PAULO BRAGA SILVEIRA, brasileiro, paulistano, com muito orgulho, grande Advogado especialista em Direito Trabalhista e Sindical, presença constante nas discussões e negociações das CCT’s – Convenções Coletivas de Trabalho, responsável pelos sucessos conciliatórios dos conflitos que; segundo ele, exigem em primeiro lugar vasto conhecimento da legislação reguladora das relações do trabalho e respeito as reivindicações, embora as vezes inaceitáveis dos representantes dos obreiros mas que se adotando o princípio do “ganha-ganha” supera os ímpetos e se evita os dissídios. Que, em geral acabam na Justiça do Trabalho, com resultados nem sempre favoráveis aos Patronais.
Meu amigo Dr. Paulo, infelizmente já falecido, além de Consultor Jurídico de dezenas de Sindicatos Patronais, sobretudo do comércio, também era escritor, poeta e cronista, e desse ecletismo cultural nascia toda semana uma crônica destinada a uma página de jornal de grande circulação da cidade de São Paulo.
Seus textos, em geral de crítica aos diversos setores de gestões públicas sempre temperados com pimentas, cujas ardências eram proporcionais aos acontecimentos e arroubos dos gestores.
Em um dos vários encontros sindicais, acontecido na cidade de Salvador, Bahia, tive o privilégio de conhecer e compartilhar com ele nos intervalos das palestras, incluindo uma delas ministrada por ele sobre Negociação Coletiva a qual foi grandemente aplaudida. E, após o jantar permanecemos, um grupo tomando algumas doses de Chivas 12 anos, da preferência de todos, especialmente o grupo do Sindilojas/SP até que o sono nos levou ao apartamento, com o compromisso de irmos na manhã seguinte, já finalizado o evento, à Praia do Argentino, para um banho de mar e almoçar um prato à base de camarões, segundo nosso guia e motorista, o melhor da Bahia, o que se confirmou.
Retornamos ao hotel no início da tarde e o cansaço nos levou cedo para a cama, nos despedindo do grupo cujo voo para São Paulo estava marcado para às 8h na manhã seguinte. Por diferente, me permiti ficar um pouco mais na cama, visto que meu voo estava previsto somente para as 17h.
Qual não foi a minha surpresa quando me levantei, deparei com uma folha de papel que alguém teria introduzido por baixo da porta e maior foi ainda minha surpresa em constatar que se tratava de uma crônica de autoria do agora amigo Paulo Braga que a havia escrito durante a noite e me presenteou com esta pérola literária que divido com meus companheiros leitores do nosso informativo.
Conforme podemos observar o texto produzido pelo meu amigo e Xará, Paulo Braga, demonstra sua alta percepção do comportamento gerencial, no “modus operandi” na hora de gerir a escassez e partir o bolo.
Nota-se que a serviçal, de qualquer forma não será contemplada com qualquer quinhão e que ainda pior é que além de não participar da partilha, como consequência será despedida e substituída pela robotização, uma vez que o processo produtivo do bolo poderá ser terceirizado; tempos modernos para a época (mais de dez anos).
Fonte: Paulo Diniz
