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Quem Somos
Sindicato Moderno
A entidade representativa está no centro dos debates que o governo vem promovendo com o conjunto da sociedade econômica brasileira de patrões e empregados, no sentido de dotar esses conjuntos de representatividade, de instrumentos legais modernos e ágeis, que possibilitem representações autênticas defensoras dos interesses particulares de cada segmento.

Criado sob a ótica do Estado Novo, baseado nos ideais fascistas de Mussolini, o Sistema Sindical brasileiro praticamente se manteve inalterado durante os últimos sessenta anos- uma vez que a Constituição de1988 apenas o referendou, sujeitando-se a determinações e tutoramentos de uma legislação arcaica, impositiva e protecionista, geradora, por conseqüência, de relações de trabalho distanciadas do desenvolvimento dinâmico e moderno da sociedade empresarial produtiva e globalizada.

A necessidade de mudança, denominada Reforma Sindical, imprimiu o governo e a sociedade econômica à busca da melhoria. Instituiu-se Fóruns de Estudos e Discussões a níveis municipal, estadual e federal, cujo consenso encontra-se hoje documentado em 238 Artigos, contemplando idéias e anseios dos segmentos econômicos envolvidos. Este documento está em fase de apreciação pelo Presidente Lula e, caso aprovado será submetido ao Congresso Nacional, quando, se espera, seja votado em meados de 2005.

A expectativa é que, reformados os princípios, pelo menos no lado patronal, espera-se que, principalmente, seja reformado o relacionamento entre a empresa e sua entidade representativa, o Sindicato. Durante a maioria desses anos, o sindicato tem sido visto pela empresa com um órgão criado pelo governo, a quem se deve, por instituição legal, um Imposto Sindical e o cumprimento de uma Convenção Coletiva de Trabalho e, que seus dirigentes, do lado laboral, adquirem estabilidade trabalhista e do lado patronal, quando, ao tempo, ocupavam cargos na Justiça do Trabalho, hoje dirigem a entidade por puro idealismo, com o quase certo sacrifício da sua própria empresa. O retorno de benefícios é na maioria das vezes tão irrisório quanto a própria adimplência das empresas.

A imagem que se projeta de um sindicato reformado e moderno é o da empresa prestadora de serviços, encarregada da busca das necessidades das empresas representadas, do processamento dessas necessidades e, principalmente, da coordenação dos esforços e das ações que visem a satisfação dessas necessidades.

Ao sindicato patronal moderno cabe a tarefa de direcionar o potencial individual de cada empresa para a formação de um feixe de energia capaz de romper bloqueios e mudar paradigmas na consecução dos objetivos comuns. Cabe promover a formação do empresário e seus empregados, cabe disponibilizar instrumentos de gestão impulsionadores do desenvolvimento das empresas, cabe facilitar a informação e o conhecimento legal e administrativo, cabe gestionar junto ao governo, as entidades maiores, às entidades co-irmãs, à sociedade no sentido de buscar o desenvolvimento econômico, sócio-cultural da população em que se insere. Ao sindicato cabe promover a satisfação e a felicidade das empresas e, sobretudo das pessoas.

As mudanças pretendidas deverão atingir não somente o formato dos sindicatos, mas sobremaneira o comportamento das empresas em relação `as entidades. Adão e Eva, na concepção Bíblica, perderam o paraíso pelo pecado de se defrontarem separados, egoisticamente. Faltara-lhes o amor. Eva não se empenhou por defender Adão e Adão tentou evitar o próprio castigo denunciando Eva como culpada, em vez de defendê-la. O resultado foi o fracasso. As empresas que mais solicitam ações sindicais, certamente não poderão ser aquelas cujas contribuições, igualmente não acontecem na mesma medida.

A contribuição sindical certamente não poderá limitar-se simplesmente ao cumprimento das obrigações pecuniárias que as empresas repassam ao sindicato , que estas, embora necessárias e indispensáveis, apenas são determinantes na manutenção física da entidade. A colaboração que se busca também aqui, está na ação, na participação efetiva, na soma dos esforços, na dedicação, no empréstimo da capacidade individual a serviço da comunidade. Já há muito foi derrubada a teoria econômica de Adam Smith de que quando todos se esforçam para o próprio crescimento o todo também crescerá. A visão de desenvolvimento moderna, sobejamente comprovada, que prega direcionamento contrário, é a de que quando todos trabalham para a coletividade, esta crescerá e todos se desenvolverão.

Pretender dispor de um Sindicato forte e eficiente, parece não haver dúvidas, é o desejo de todo empresário. Uma casa capaz de defender a sua empresa nas adversidades várias, de evidenciar a importância do seu segmento, de promover o seu crescimento, de direcioná-lo na busca da Justiça Trabalhista, da Tributária, da Cível e da Social. Uma casa dotada dos instrumentos necessários ao fiel desempenho das suas atividades. Ora, qualquer empreendimento que se pretende bem sucedido, carece de recursos indispensáveis ao seu funcionamento: Recursos Financeiros, Recursos Humanos, Recursos Técnicos, Recursos Éticos, Recursos Morais e outros. A Entidade Sindical não funciona sem a disponibilidade desses ativos. Quais tem sido as contribuições da sua empresa e, as suas, para o seu Sindicato? Seus depósitos na conta deste ?BANCO? permitirá o ?saque? quando for necessário?

Fazer do SINAT- Sindicato do Comércio Atacadista no Estado de Goiás uma ONG tão forte e tão representativa quanto merecem as empresas Goianas deste segmento é a meta desta Diretoria. Vamos nos ajudar?

Paulo Diniz
Presidente.



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